29/04/2009
IMPLANTAÇÃO DE RODOVIAS NECESSITA DE CONTROLE AMBIENTAL
Avanços no setor impulsionam o controle ambiental no planejamento e construção de novas rodovias
Seja na construção ou ampliação de rodovias é inevitável que ocorra algum tipo de impacto ambiental, para tanto, é fundamental que o espírito de preservação caminhe lado a lado com os primeiros projetos de mudanças. No início, há impactos que não são mensuráveis, que podem atingir o meio ambiente somente após a conclusão do trabalho. Por outro lado, existem outros previsíveis que devem ser listados durante a obra. Alteração na qualidade do ar e da água, impactos sonoros e visuais e relocação são alguns deles.
Os danos classificados como negativos, porém, não se referem somente à novos projetos, se estendem principalmente à rodovias antigas, implantadas há aproximadamente 20 anos, num tempo em que as ciências ambientais como a Engenharia, por exemplo, não eram tão propagadas e a experiência nessa área ainda era limitada.
Atualmente, os constantes progressos da área ambiental proporcionaram o surgimento de legislação especializada, profissionais técnicos e peritos no assunto, capacitados a incorporar na rotina de trabalho dos órgãos rodoviários medidas fiscalizadoras. Nesse sentido, a propagação de manuais técnicos contendo instruções, análises econômicas e controle de custos ambientais de cada projeto, além de sucessivas criações de programas de recuperação, tem sido incorporada em rodovias de todo o país.
Para compensar um passivo ambiental, entendido pelo conjunto de degradações geradas pela implantação das rodovias, é necessário arcar com um investimento financeiro, que em primeira instância não trará qualquer outra contribuição à não ser a ambiental, sendo assim, se torna mais difícil encontrar quem queira assumir a responsabilidade pelas atividades degradadoras.
Ainda nesse contexto, mas com outra perspectiva, os agentes deveriam assumir a responsabilidade pelos danos, uma vez que os benefícios podem ser restituídos no futuro, evitando eventuais multas, contribuindo com a redução de custos e ainda melhorando a reputação da própria empresa perante a sociedade.
Para entender os impactos ambientais de forma segmentada, classificam-se em três meios. São eles:
- Sócio-Econômico: Desapropriações, emissões de agentes poluentes prejudiciais à saúde, alterações nas atividades econômicas, mudanças na qualidade de vida da população local e uso indevido do solo;
- Biótico: Redução da área vegetal, impedimento de processos ecológicos, risco de incêndios, poluição aquática e, consequentemente, risco de vida dos animais;
- Físico: Processos erosivos e exploração dos solos, degradação de áreas ecológicas, terraplenagem e rebaixamento do lençol freático;
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