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09/04/2009

POR DENTRO DA CRISE

Apesar de atingido pela crise financeira, o setor imobiliário não se intimidou e aposta em novas alternativas para se posicionar no mercado

Nos Estados Unidos a crise começou há mais de um ano, o que parecia apenas uma falha no pagamento de hipotecas trouxe conseqüências para a economia e afetou o sistema mundial. Bancos considerados sólidos e importantes apresentaram suscetíveis perdas e alguns chegaram a quebrar. A escassa circulação de dinheiro fez o crédito disponível encarecer, e num mundo globalizado a falta de recursos em um país de grande porte abala empresas de todos os continentes.

No Brasil a crise chegou aos poucos justamente por não atingir diretamente os bancos, que não possuíam papéis ligados as hipotecas, mas afetou diversos setores através da contração de crédito. A dificuldade em obter dinheiro foi o principal efeito provocado pela crise, que compromete grandes projetos e, consequentemente, a geração de empregos e renda.

Pessoas físicas, empresas e os próprios governos sofrem com a defasagem de financiamentos, nesse contexto os Bancos Centrais realizam leilões de moeda e criam linhas especiais de bilhões de dólares para injetar dinheiro nos mercados.
Os critérios mais rigorosos adotados pelos bancos para a liberação de crédito refletiu também no setor imobiliário brasileiro, que sente a queda nas vendas desde Setembro/2008. Apesar de admitir que a velocidade de vendas está inferior se comparada ao mesmo período do ano passado, as construtoras e incorporadoras mantêm suas projeções de lançamento.

O cenário mais cauteloso e de baixas movimentações, no entanto, não implica em risco de falência para o setor, que conta com três alternativas para se estabilizar: a diminuição de lançamentos é a primeira delas, já que reduz a necessidade de financiamentos, a segunda opção é a venda de terrenos e outros ativos, e a terceira é o aumento de capital através da captação de novos parceiros.
Num momento de muita oferta e pouca procura, pesquisas apontam queda nas vendas de apartamentos de luxo, principalmente. Levando esse dado em consideração, os investimentos futuros devem apostar em um novo perfil de consumo, direcionado à construção de apartamentos menores de até R$ 150 mil, que promete um crescimento significativo.

Em decorrência da crise, em que a incerteza é constante, a Engenharia de Avaliações utiliza processos cada vez mais avançados e apresenta com objetividade os requisitos indispensáveis para determinar o valor imobiliário real. Num período de transformações por qual passa o setor, a análise de um profissional é fundamental no trabalho avaliatório, que permite o implemento de estudos no mercado.

No XV COBREAP, este assunto terá grande destaque nos painéis e será um dos temas mais aguardados entre especialistas do setor para debaterem a influência da crise nas Perícias e Avaliações, além da adequação do mercado imobiliário ao cenário da economia atual.

 

 


 
           
 
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