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História

Salvador é, sem dúvida, uma das cidades mais belas do mundo. Por isso, e por outra série de características singulares, tornou-se também um dos principais destinos turísticos internacionais. Famosa pela sua história, pelo legado deixado por povos de outros continentes, pela miscigenação cultural, pelo sincretismo religioso e pelo povo hospitaleiro, a capital baiana é cenário e objeto de estudo de profissionais de diversas áreas, há muitos anos.



Capital do Estado da Bahia e capital do Brasil até 1763, a cidade está dividida em duas partes: Cidade Baixa, ao nível do mar, onde está situado o antigo porto e a área comercial onde os visitantes encontram uma completa e variada oferta de artes do Brasil, assim como artesanato no Mercado Modelo. É também o melhor lugar para se assistir uma apresentação de capoeira, uma arte de guerra desenvolvida pelos escravos negros vindos da África. Já a Cidade Alta pode ser alcançada pelas ruas de pedra, corredores ou pelo Elevador Lacerda. Esta parte mostra antigas construções do governo, bairros residenciais, museus, igrejas e muito da nova arquitetura.

A sua rica história, suas fascinantes músicas carregadas da herança africana e sua exuberante natureza, faz de SALVADOR uma cidade que não se descreve, é uma cidade que se sente, de maneira mágica.

 

 

 

 

A fusão secular das etnias negras, brancas e indígenas moldaram em Salvador uma identidade cultural extremamente rica e pluralista, com tradições preservadas em manifestações populares e cultos que ainda povoam as ruas da cidade. Dentre eles, destacam-se:

  • Capoeira: misto de luta e dança surgido entre os escravos de origem angolana;

  • Maculelê: acredita-se ter evoluído do cucumbi (antigo folguedo de negros) até tornar-se um misto de dança e jogo de facões, chamados gringas, com os quais os participantes desferem e aparam golpes;

  • Samba de Roda: manifestação de origem angolana, de extrema sensualidade, em que a figura central da roda de samba passa a primazia a outra através de uma umbigada;

  • Reisado: denominação comum aos ternos e ranchos que se apresentam na Festa de Reis (6 de janeiro), no largo da Lapinha. Os participantes costumam usar roupas de tecidos vistosos, ornamentadas com miçangas;

  • Candomblé: manifestação mais expressiva e rica das religiões afro-brasileiras, sofreu transformações ao longo dos séculos que, se por um lado sincretizaram o seu conteúdo, por outro permitiram a preservação de elementos essenciais da identidade cultural dos negros africanos escravizados no Brasil. O candomblé é diretamente ligado às forças da natureza, cujos elementos são representados por deuses e deusas, chamados de Orixás e que recebem cultos e rituais especiais.